Política 19/05/2017 08:52:47 - Atualizado em 19/05/2017 08:52

Políticos da região falam sobre a situação de Temer

Para deputado Deley e prefeito Mário Esteves, Brasil deverá ter novo presidente; prefeito Ednardo lamenta ocorrido quando país dava sinais de crescimento

Em Brasília

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Fotografada por Divulgação
Ednardo Barbosa e Mario Esteves e Deley deram suas opiniões - Fotos: Divulgação

SUL FLUMINENSE/BRASÍLIA

Um dia após os donos do frigorífico JBS, Joesley e Wesley Batista terem dito em delação à Procuradoria-Geral da República que gravaram o presidente Michel Temer (PMDB) dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, do mesmo partido, depois que ele foi preso na Operação Lava Jato, a situação em Brasília e em todo o Brasil ficou tensa (leia mais no Caderno Variedades - página 3). O clima de incertezas de, talvez, mais um presidente afastado - depois do impeachment da então presidente Dilma Rousseff em abril – pode prejudicar o início da retomada do crescimento do país. Prefeitos do Sul Fluminense concluíram ontem suas participações na XX Marcha dos Prefeitos a Brasília. Da capital federal, o prefeito de Barra do Piraí, Mario Esteves (PRB), falou que o clima era de muita tensão. “O avanço da Operação Lava Jato e o movimento de moralização da política é um marco para o país. A instabilidade e a insegurança, sobretudo na economia não são positivas para o Brasil, no entanto são impactos naturais num processo pelo qual a sociedade clama”, disse. Ele ainda acredita na queda do presidente Temer. Do Sul Fluminense, o outro participante foi o prefeito de Pinheiral, Ednardo Barbosa (PMDB). Ele foi outro que falou do clima de instabilidade nas ruas de Brasília, em torno do Congresso e Palácio do Planalto. Afirmou que a Operação Lava Jato veio para combater a corrupção no país, mas lamentou tudo isso ter acontecido num momento em que o Brasil demonstrava sinais de crescimento em algumas áreas. “Tivemos em Brasília a assinatura de uma Medida Provisória que proporciona aos municípios parcelamento em dívidas previdenciárias em 200 meses, o que dá um alivio aos cofres públicos, e retiradas de juros e multas. E na semana que vem, se o Senado for positivo, pode ser votada a derrubada do veto da lei complementar 157 relacionada ao ISS, onde transações no cartão de crédito passarão a ser tributadas no local da transação, outra maneira de ajudar municípios”, contou. Para Ednardo, é preciso torcer que essa nuvem se desfaça logo e o país continue crescendo porque os municípios necessitam disso.

REPRESENTANTE DO CONGRESSO

Em entrevista ao A VOZ DA CIDADE, o deputado federal Deley de Oliveira (PTB) disse que estava ontem em Brasília, embora os trabalhos em plenário tivessem sido suspensos. O deputado esperava a renúncia do presidente Temer; o que não aconteceu. Segundo Deley, a governabilidade foi perdida. “E ele, que já tinha pouco apoio popular, não vai conseguir se manter”, acredita. O deputado, que representa o Sul Fluminense no Congresso, afirmou que uma saída rápida deve ser achada para solucionar esse grande problema que atingiu o Brasil. “Vamos analisar saídas sempre respeitando a constituição. Quando o Temer diz que vai esperar a gravação, entendo que ninguém seria irresponsável em colocar tudo isso nas ruas sem provas”, disse. Questionado sobre as eleições diretas, Deley mencionou que atualmente, segundo diz a Constituição Federal, se fosse necessário, seria a eleição indireta, quando o Senado e a Câmara escolhem o novo presidente, mas é necessário ouvir o pedido nas ruas. “Mais uma vez digo, sempre temos que ver caminhos dentro da constituição. O que é claro para mim é que o governo acabou”, mencionou.

PEC DA ELEIÇÃO DIRETA

O que o deputado federal se refere como caminho dentro da constituição seria uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê eleições diretas para Presidência da República, caso o presidente Michel Temer seja cassado ou renuncie ao mandato. A PEC é de autoria do deputado Miro Teixeira (Rede-RJ) e está parada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara desde 1º de junho de 2016. Na quarta, o presidente da comissão, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB), disse que avaliará a possibilidade de pautar nos próximos dias a votação da proposta. Segundo a PEC, caso o cargo de presidente fique vago antes de seis meses para o fim do mandato, o novo presidente da República deverá ser escolhido por meio de eleições diretas, ou seja, pelo voto da população. Atualmente, a constituição diz que a partir do terceiro ano do mandato, o novo presidente tem que ser escolhido por eleições indiretas, quando deputados e senadores escolhem.

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