Polícia 20/04/2017 11:41:28 - Atualizado em 20/04/2017 11:41

Ação teve como alvo quadrilhas especializadas em roubo de caixa eletrônico e tráfico

Na região, foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão em Resende, Barra Mansa e Angra dos Reis

OPERAÇÃO TNT

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Fotografada por Divulgação
Explosão de caixas eletrônicos dentro da Man Latin America, em Resende, deram início as investigações - Foto: Divulgação

SUL FLUMINENSE

Quadrilhas especializadas em roubo de caixa eletrônico com uso de explosivo e tráfico de drogas foram o alvo de uma operação deflagrada ontem em diversas cidades do estado, entre elas Resende, Barra Mansa e Angra dos Reis, na região Sul Fluminense, e ainda do estado de São Paulo. Até o fechamento desta edição, dos 33 mandados de prisão e 83 de busca e apreensão, foram efetuadas 20 prisões, além da apreensão de armas e drogas. A megaoperação foi realizada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (Gaeco-MPRJ) e a Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ). Através do Procedimento Investigatório Criminal (PIC), o MPRJ, em parceria com a PMERJ, apurou que haviam duas organizações criminais, sendo uma delas dedicada ao roubo de caixas eletrônicos e estabelecimentos e outra para associação ao tráfico de drogas, baseada em diversas comunidades de Angra dos Reis e outros municípios da região.

O promotor de Justiça Fabiano Gonçalves, do Gaeco-MPRJ do MPRJ analisou que a operação conseguiu desmobilizar uma quadrilha especializada em explodir caixas eletrônicos e roubar joalherias no Rio. As quadrilhas eram autônomas, como apurou o Ministério Público. De acordo com ele, uma das quadrilhas se especializou na explosão dos caixas eletrônicos após receber instruções do Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa de São Paulo que tem experiência nesse tipo de delito. Desta forma, o promotor analisou, que essa parceria de criminosos dos dois estados foi possível e deixou evidente uma intenção de expansão territorial tanto do lado paulista, como também a expansão da criminalidade carioca para outros estados.

Participaram da ação, 360 agentes, sendo 60 da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI) do Ministério Público e 300 da PMERJ, além do efetivo policial do Comando de Operações Especiais (COE) da PMERJ, do Batalhão de Choque, do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e do Batalhão de Ações com Cães. Além disso, a megaoperação contou com o auxílio de aeronaves e de mais de uma centena de viaturas. O GAESP-SP apoiou o cumprimento dos mandados de prisão e busca e apreensão em São Paulo.

Segundo o Ministério Público, as investigações tiveram início depois do caso de roubo a dois caixas eletrônicos, em agosto do ano passado, dentro de uma montadora de caminhões em Resende. Na ocasião, a quadrilha chegou a utilizar dinamite para explodir os equipamentos. Nos meses seguintes, o grupo de assaltantes voltou a estourar mais caixas eletrônicos em Porto Real, Itatiaia, Rio Claro, Valença e Angra dos Reis, além de realizar assaltos a estabelecimentos empresariais.

Até o fechamento desta edição, 20 pessoas já haviam sido presas. Além disso, foram mais de 83 mandados de busca e apreensão. Além das cidades da região – Resende, Barra Mansa e Angra dos Reis – a ação foi realizada na Baixada Fluminense – Duque de Caxias e Belford Roxo – na cidade do Rio de Janeiro e no Estado de São Paulo  - Capital e Cubatão.

De acordo com as investigações, as duas organizações criminosas agiam fortemente armadas, inclusive com fuzis e granadas, e de forma extremamente violenta, envolvendo-se em habituais confrontos armados com a polícia e com facções rivais. Além disso, foi apurado que os bandidos ligados aos casos de roubos seriam liderados pelo denunciado Julio Cesar, vulgo “Mineirinho”, que foi preso em Piraí ao longo da investigação que durou cerca de nove meses. Nesse período também foram apreendidos com as quadrilhas, quatro granadas, uma espingarda, sete pistolas, 14 rádios transmissores, mais de 1,5 quilo de maconha e de 1,5 quilo de cocaína. Segundo a denúncia, eles também agiam de forma violenta, portando armas de grosso calibre, inclusive fuzis, não hesitando em atirar contra policiais, bem como contavam com grande estrutura logística, inclusive lanchas para viabilizar a fuga pelo mar em alguns episódios. Nos seis roubos conhecidos aos caixas eletrônicos e estabelecimentos, estima-se que tenham subtraído cerca de R$ 2 milhões.

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