Economia 21/09/2017 09:37:35 - Atualizado em 21/09/2017 09:37

Lojistas esperam que vendas se intensifiquem na próxima semana

Sindicato confia em um aumento nas vendas de no mínimo 10% em relação ao ano passado

COSME E DAMIÃO

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Fotografada por Franciele Aleixo
Data está movimentando as lojas que comercializam esses produtos

BARRA MANSA/VOLTA REDONDA

Na próxima quarta-feira é comemorado o dia de São Cosme e Damião. Na data, em praticamente todo o país, existe o hábito de dar doces e brinquedos para as crianças, que vão para as ruas para receberem essas recompensas. Em Barra Mansa, de acordo com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sicomércio), Alberto dos Santos Pinto, a data está movimentando as lojas que comercializam esses produtos. “O movimentou se intensificou esta semana e, como a maioria das pessoas tem o costume de deixar para a última hora, esperamos que as vendas aumentem nos próximos dias”, disse, Alberto, acrescentando que o sindicato espera um aumento nas vendas de no mínimo 10% em relação ao mesmo período do ano passado.

Para o gerente de uma casa de doces, João Marcos da Costa Paiva, faltando menos de uma semana para a data, o movimento ainda não está como esperado. “Organizamos a loja de uma forma chamativa e faremos promoções mais perto da data. Já que os brasileiros deixam tudo para última hora, acredito que as vendas serão boas na véspera da comemoração”, cita o gerente, informando que a loja funcionará em horário estendido no sábado para facilitar a compra dos clientes.

Compartilhando da mesma opinião, o comerciante Mílton César Costa Soares comenta que as vendas ainda estão abaixo do esperado. O estoque foi composto em base das vendas do ano passado. “Tivemos algumas encomendas e reservas, em relação ao ano passado estamos com vendas iguais. Mas esperando que o movimento se intensifique na próxima semana, nesta ainda há muita pesquisa e poucas compras”, destaca, informando que os doces mais procurados são doce de abóbora, suspiro, arrozinho, Maria mole, geleia e doce de leite. 

Quem estava na pesquisa de preços era a dona de casa, Sirlene Gomes,46 anos. Ela mantém a tradição de dar doces desde a sua adolescência. “As coisas estão muito caras, para economizar é necessário andar bastante. Faço isso com muito gosto, há alguns anos distribuo os doces por conta de uma graça alcançada”, relembra.

OTIMISMO

Em Volta Redonda, a expectativa é de que as vendas aumentem 25% neste ano em relação ao mesmo período do ano passado. A gerente administrativa de uma loja especializada no Jardim Paraíba, Edna Sereno, declarou que esta é uma época diferenciada, e muito importante para a loja. Ainda de acordo com ela, o segredo é criar espaços específicos no estabelecimento. “Estamos tendo toda uma movimentação neste sentido. No dia primeiro de agosto, já começamos a fazer a modificação do layout, pois já começamos a receber esses doces. Estamos trazendo novidades em doces neste ano”, contou. 

As vendas, neste período, costumam se estender até o Dia das Crianças. “Fizemos uma projeção tímida no ano passado, mas superou as nossas expectativas. Neste ano, vamos trabalhar com uma margem de 20% a 25% nestes produtos de época”, explicou, ressaltando que a procura pelos produtos não tem uma data específica para começar.

Em relação aos doces mais procurados para comprar, segundo os comerciantes do setor, estão as pipocas, maria mole, de abóbora e suspiro, além de pirulitos. Informaram também os comerciantes que, cerca de 70% dos clientes pagam em dinheiro e a média de compra por pessoa neste período é em torno de R$ 100 a R$ 140. Para os comerciantes ouvidos no Aterrado, as vendas de doces para o Dia de São Cosme e Damião só perdem para a Páscoa em volume e neste período há um aumento de vendas em torno de 30 a 35%.

Lembram que a maioria das pessoas compra em caixas fechadas com 50 ou mais doces cada.  É o caso da professora Suelen Aparecida Lima, 35 anos. Informou que segue a tradição de distribuir doces e que, como trabalha em dois turnos e fica sem tempo, aproveitou que folgou ontem à tarde para comprar os docinhos. “Nunca compro muito. O suficiente para fazer a alegria das crianças. Melhor vir antes que deixar para a última hora também, além do tempo que falta para a gente que trabalha”, concluiu.

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