Economia 16/03/2017 08:59:02 - Atualizado em 16/03/2017 08:59

Profissionais da Educação se unem em protesto na Praça da Matriz

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Fotografada por Thainá Seabra
Faixas, microfone, apitos e panfletos foram utilizados pelos profissionais - Foto: Thainá Seabra

BARRA MANSA

Faixas, microfone, apitos e panfletos foram utilizados pelos profissionais da Educação para chamar a atenção de autoridades e cidadãos a respeito da Reforma da Previdência, proposta pelo governo de Michel Temer (PMDB). O ato, organizado pelo Sindicato Estadual de Profissionais da Educação (Sepe), começou por volta das 7 horas e reuniu professores das redes municipal e estadual, na Praça da Matriz, no Centro. Grande parte dos alunos ficou sem aula e em outras cidades, como Volta Redonda, Rio Claro e Valença, a adesão da categoria também foi significativa.

O protesto, em alusão à Greve Nacional que ocorreu ontem em todo país, também visou alertar sobre a educação em Barra Mansa. Diretoras do Sepe afirmaram que “nada mudou com o atual governo municipal”. Os manifestantes estenderam faixas no sinal para pedir o apoio dos motoristas, quanto à reforma previdenciária, e informar as reais condições do setor. Uma das faixas dizia que “os profissionais da educação e da saúde de Barra Mansa não agradecem e não confiam no prefeito Rodrigo Drable”. Também criticava os vereadores pela omissão. Cerca de 120 pessoas participaram do movimento, segundo o sindicato.

A manifestação se estendeu até por volta das 10 horas, quando os profissionais se uniram ao ato que acontecia na Praça Juarez Antunes, na Vila Santa Cecília, em Volta Redonda, com participação de outras centrais sindicais. Na parte da tarde, às 16 horas, o protesto foi na Candelária, no Rio de Janeiro. O Sepe disponibilizou uma van, saindo de Barra Mansa, e o Sindicato dos Bancários disponibilizou um ônibus, saindo de Volta Redonda, para que os professores da região acompanhassem a passeata na capital fluminense, contra a Reforma da Previdência.

Uma das diretoras do Sepe, Clarice Ávila destacou os malefícios da reforma. “É ruim para todos, mas com o olhar voltado para a educação, acredito que traz grandes marcas de machismo porque somos maioria mulheres com dupla jornada de trabalho e a proposta do governo é igualar aos homens”, ressaltou. Com a Reforma da Previdência, homens e mulheres só poderão se aposentar a partir dos 65 anos e tempo mínimo de contribuição, que é de 15 anos, passa para 25. A proposta também altera regras das pensões por morte, proíbe o acúmulo de benefícios e determina que trabalhadores rurais contribuam com o INSS, sob as mesmas normas do regime geral.

Para a professora da rede municipal de ensino, Viviane Rodrigues, as mudanças representam uma falta de respeito com os trabalhadores e, em especial, com as mulheres. “Acho uma crueldade. Porque vão tirar os direitos conquistados em muitas lutas e, na maioria das vezes, não vamos nem usufruis da aposentadoria. As mulheres terão que trabalhar cinco anos a mais, além dos afazeres domésticos. Os gastos não serão cortados e quem tem salário mais alto, como os políticos, não sofrerá tanto”, opinou.

BUSCANDO MELHORIAS

Ao falar sobre a mudança de governo e as lutas constantes do Sepe, a diretora do sindicato, Isa Maria, criticou o prefeito Rodrigo Drable que, segundo ela, ainda não abriu as portas de seu gabinete para receber os representantes da Educação. Em relação ao ano passado, Isa afirmou que nada mudou. “Não temos acesso ao governo. Já fizemos duas manifestações na porta da prefeitura e nem assim fomos recebidos. A educação de Barra Mansa precisa ser reestruturada e sem diálogo, não conseguiremos avançar”, reforçou.

No panfleto distribuído durante o ato na Praça da Matriz, o Sepe enumerou as reivindicações. Entre elas, o retorno da modalidade Educação Jovens e Adultos (EJA) em algumas escolas; o reajuste do piso dos aposentados; o cumprimento do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS); entre outras. A reportagem do A VOZ DA CIDADE entrou em contato com a prefeitura, mas não obteve nenhuma resposta até o fechamento desta edição.

ADESÃO

Em Barra Mansa, 100% dos professores do Colégio Municipal Prefeito Leonísio Sócrates Batista e da Creche Padre Adalberto aderiram ao movimento. No C.M Prefeito Luiz Amaral, 98% dos profissionais fizeram greve; no C.M. Djair Machado Gomes, 95%; nos colégios Clécio Penedo e Padre Anchieta, 90% aderiram à paralisação; no C.M Prefeito Marcello Drable, 75%; no Centro Educacional Integrado (CEI) Vieira da Silva, 70%; e no C.M Washington Luiz, 30% dos professores não compareceram às salas de aula ontem. Em Rio Claro, alunos da Escola Municipalizada Getulândia também não tiveram aula. O levantamento foi feito pelo Sepe e, até a tarde de ontem, não foram divulgadas informações sobre as outras unidades.

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