Cidades 20/04/2017 22:32:18 - Atualizado em 20/04/2017 22:32

Moradores de Bulhões são desrespeitados com a falta de transporte público

Para chegar a Porto Real, pessoas precisam caminhar durante uma hora; pedalar ou seguir para Resende e pegar outro coletivo

FALTA DE SERVIÇOS ESSENCIAIS

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Fotografada por Fábio Guimas
Para quem tem, bicicleta é uma das poucas opções de transporte - Foto: Fábio Guimas

A falta de cuidados do governo municipal com a saúde e o transporte público é motivo de reclamação e inconformidade entre os moradores do distrito de Bulhões. O ônibus que levava os moradores do local até o município não circula há mais de seis meses e o posto de saúde está sem médicos fixos há quatro meses, deixando vários moradores sem tratamento, principalmente com doenças como diabetes e hipertensão. Com a ausência de médicos no posto, a dificuldade é maior para a população que precisa ir até Porto Real para receber atendimento nos postos de saúde ou no Hospital Municipal. E sem o transporte, os recursos que eles têm é ir andando, de bicicleta ou no ônibus que circula do distrito até Resende para utilizar a linha Resende x Porto Real.
A doméstica de 59 anos, Neusa Catarina Alves d’Ávila, precisou fazer sessões de fisioterapia no município para tratar de problemas na coluna, e sem transporte, a moradora, em companhia de sua irmã, foi andando do distrito até o Centro, uma caminhada de cerca de uma hora. Segundo a moradora, ela precisava fazer 30 sessões de fisioterapia, mas fez apenas dez e depois não aguentou caminhar tanto todos os dias. “Eu tive que parar a fisioterapia, o tratamento da minha glicose que é alta, porque é tudo lá e pra ir andando é muito cansativo e pagar pra alguém me levar, fica muito caro, então eu tive que parar com tudo, ainda sinto dor, mas tenho que aguentar porque ninguém resolve nossa situação e a gente fica aqui isolado”, explicou Neusa.

A morada Angélica Palermo da Silva, de 36 anos está desempregada porque precisou largar o antigo emprego devido a falta de transporte. Além do desemprego a moradora tem uma filha de um ano de idade e afirmou que sempre precisa levar a filha no médico e têm que pagar para alguém poder levar ela e a filha até o Centro, pois no postinho nem sempre tem médico atendendo. “Nem sempre tem médico no postinho e quando tem, o médico não consegue dar total assistência porque são muitas pessoas pra atender e está precário para todos nós aqui, porque sem o ônibus, as pessoas cobram caro para levar até o Centro e nós temos poucas escolhas, se não pagamos ou vamos andando ou temos que ir para Resende, pegar ônibus lá para voltar para Porto Real. Tá muito ruim e o governo não cumpre nada e não dá nenhuma satisfação”, informou Angélica.

Os moradores relataram que a prefeitura garantiu o retorno do ônibus no final do mês de março, mas até hoje os ônibus continuam sem circular pelo distrito. O A VOZ DA CIDADE entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura de Porto Real. A respeito do serviço de transporte urbano gratuito, foi suspenso em outubro de 2016 e que desde janeiro deste ano a prefeitura está cumprindo todas as etapas legais para realizar uma concessão do serviço. “Um Projeto de Lei autorizativo foi encaminhado à Câmara, aprovado e a Lei sancionada na última segunda-feira. A expectativa do município é realizar uma Permissão para operação do transporte coletivo em até 20 dias. Paralelamente, a Prefeitura trabalha para finalizar o edital de concessão, que será encaminhado ao TCE para análise, como determina a lei”, diz a nota da assessoria.

Com relação aos problemas de saúde de Bulhões, a prefeitura informou que realizou um processo seletivo para substituir os antigos contratos que não podiam mais ser renovados. “A partir da próxima semana, 20 novos médicos serão incorporados à rede pública municipal, normalizando o atendimento médico em todas as unidades de saúde”, completou a nota. 

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