Cidades 11/11/2016 20:44:18 - Atualizado em 11/11/2016 20:44

Postos de saúde continuam com falta de medicamentos

Funcionários das unidades relatam que ainda faltam medicamentos

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Fotografada por Fábio Guimas
Prateleiras de Postos de Saúde estão praticamente vazias - Fábio Guimas

A Secretaria de Saúde, de Barra Mansa recebeu, no mês passado, a segunda leva de medicamentos para distribuir às unidades de saúde. No último dia 8, a prefeitura afirmou que os postos já estavam abastecidos. Esta semana, a equipe do A VOZ DA CIDADE visitou várias unidades e encontrou prateleiras quase vazias. Funcionários confirmaram a falta de materiais. Ontem, a secretária Cláudia Xavier negou a distribuição de medicamentos e disse que apenas insumos hospitalares foram disponibilizados. Cláudia afirmou que as entregas começam a ser feitas na semana que vem, informando que os remédios já estão na Farmácia Municipal.

Em nota enviada à imprensa, a prefeitura informou que o município recebeu aproximadamente 2,4 mil frascos e 980 mil comprimidos, na segunda quinzena de outubro. Esses remédios foram para o almoxarifado, localizado no bairro Boa Sorte, e depois para a Farmácia Municipal – onde é feita a contagem e logística de distribuição. No último dia 8, a prefeitura encaminhou uma nota à imprensa informando que os postos já estavam abastecidos. Essa semana, a equipe do A VOZ DA CIDADE esteve em vários bairros e conversou com alguns funcionários. Eles revelaram que, além da falta de remédio, também estão sem materiais básicos de limpeza. Uma auxiliar de serviços gerais, que preferiu não se identificar, disse que leva para o trabalho panos de chão de sua casa. Em algumas unidades, não há nem papel higiênico e filtro para beber água. “Nem a nossa sala de vacina não é devidamente limpa porque não tem material; isso é muito perigoso”, disse.

Uma das funcionárias relatou que na unidade em que trabalha não são entregues medicamentos pela prefeitura desde meados de 2014. Os poucos comprimidos que compõe a prateleira foram doados por moradores e asilos. Ela disse que recebeu insumos hospitalares. No armário, caixas das luvas fechadas porque não é possível constatar a qualidade do material. “Essas luvas mandam quase toda semana, mas eu não uso porque rasgam à toa e não têm nenhum selo do Inmetro, nem prazo de validade”, comentou. Sobre isso, a secretária Cláudia Xavier disse que algumas caixas de luvas realmente não continuam o selo, mas que a data de validade é fixada em cada um dos pares.

Ontem, a secretária ainda disse que os medicamentos continuam na Farmácia Municipal e que, desde o último dia 24, estão sendo retirados gratuitamente pelos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). “Estamos fazendo um cronograma de entrega e na próxima semana, as unidades começam a receber os medicamentos”, disse Cláudia Xavier, frisando que os insumos já foram distribuídos. A previsão é que os postos estejam totalmente abastecidos nas próximas duas semanas.

Sobre a falta de medicamentos desde 2014, o prefeito Jonas Marins (PCdoB) disse que a informação não procede. Segundo ele, a crise se agravou no ano passado e antes disso, tudo era feito normalmente. Já sobre a distribuição dos medicamentos às unidades, o prefeito não soube informar precisamente o que ocorreu. “A gente tem comprado medicamentos na medida do possível. Claro que estamos passando por uma crise e ainda não está 100%. Tudo que compramos foi com recurso próprio porque não estamos recebendo do Estado, que cada dia dá uma desculpa para não fazer o repasse”, destacou Jonas.

ADMINISTRAÇÃO DA OS

Nas unidades de saúde geridas pela Organização Social Múltipla em Infraestrutura e Planejamento, Educação e Saúde (Osmipes), alguns medicamentos foram entregues esta semana. Uma funcionária relevou que, no total, foram 690 comprimidos e 40 frascos. Apesar da entrega, a servidora destacou que os remédios não correspondem com a real demanda dos pacientes, pois são pouco utilizados. Além disso, o vencimento é para janeiro de 2017. O posto de saúde também recebeu uma vassoura e insumos como vidro de álcool e esparadrapos. “Estávamos há mais de oito meses sem receber nada”, lembrou a funcionária.

Ela ainda relatou a falta de falta de estrutura dos postos. Umidade, banheiros interditados, filtros de água fora de funcionamento, telefones bloqueados e falta de limpeza nas caixas d’água há quatro anos são algumas das reivindicações. “Por conta disso, não estamos fazendo nenhum tipo de exame”, contou. Ainda de acordo com a funcionária, pacientes do SUS estão até sem exames básicos como preventivos e ultrassom para 

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