Cidades 17/05/2012 16:52:51 - Atualizado em 17/05/2012 16:52

Cidades promovem atividades pelo Dia da Luta Antimanicomial

Aproximação entre pacientes e sociedade é importante recurso terapêutico, pontua coordenadora

Em Porto Real, pacientes e equipe do Caps Sonho Real vão às ruas

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Fotografada por SIDICLEY PORTO
Programação da Semana da Luta Antimanicomial foi iniciada segunda, em Volta Redonda

SUL FLUMINENSE

Centros especializados no tratamento e cuidado de pessoas com distúrbios mentais realizam amanhã diversas atividades alusivas ao Dia da Luta Antimanicomial nas cidades da região. Em Porto Real, 200 pacientes cadastrados no Caps Sonho Real da cidade, participam de uma passeata para comemorar o Dia da Luta Antimanicomial (18 de maio). Acompanhados pela equipe da unidade, os usuários percorrerão um trecho da principal avenida da cidade, a Avenida Dom Pedro II, para levar a público o trabalho desenvolvido pelo Centro de Atenção Psicossocial.

“O que pretendemos é mostrar nossa estrutura de atuação em benefício desses pacientes e abordar a questão da reinserção social. Afinal, quando aproximamos essas pessoas da sociedade, acaba sendo um recurso terapêutico importante. Sem contar que auxilia no resgate da cidadania, visto que muitos pacientes acabam perdendo seus vínculos afetivos e familiares e sua identidade social”, explicou a coordenadora do Caps, Nathali Cristino.

O grupo de pacientes e profissionais de saúde partirá da Rua Pascoino Marett, em frente à sede do Centro de Atenção, no Jardim Real, em direção à agência do Banco do Brasil, na esquina com a Rua Fernando Bernardelli, no Centro, passando pela Avenida Dom Pedro II. No retorno, o destino é a sede do clube Centro Real, no Jardim Real, onde será oferecido um almoço aos participantes.

“A população está convidada a nos acompanhar nesse trajeto. Ninguém precisa temer o portador de transtorno mental. Temos que acabar com esse preconceito e permitir essa convivência. Todos têm o direito de mostrar que têm potencial. E é isso que fazemos no Caps Sonho Real”, ressaltou Nathali.

Segundo a coordenadora, com esse trabalho foi reduzida a média de internação em hospitais psiquiátricos de 4 por mês para apenas 2 ao ano, em 2011. “Isso mostra que estamos no caminho certo. E que essas intervenções drásticas podem ser substituídas por alternativas de tratamento bem mais humano”, concluiu. O Caps Sonho Real atende a 200 pacientes cadastrados com histórico de transtornos mentais e usuários de álcool e drogas.

No Caps Sonho Real, são feitos cerca de 60 atendimentos diários no ambulatório ou clínico, com o suporte de psicólogos e psiquiatras. Na unidade, o paciente ainda participa de oficinas terapêuticas, de discussão e de geração de renda. O Caps funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17 horas, num imóvel a Rua Pascoino Marett, nº 12, no bairro Jardim Real. O telefone de contato é 3353-2297.

VOLTA REDONDA

Termina amanhã a programação da Semana da Luta Antimanicomial, desenvolvida pela Área Técnica de Saúde Mental da Secretaria de Saúde. Após quatro dias de atividades, o encerramento da programação contará com shows musicais a partir das 13 horas, no Térreo do Memorial Getúlio Vargas, na Vila Santa Cecília.

São esperadas apresentações do Grupo ‘Mágicos do Som’, de Volta Redonda – que surgiu a partir de uma oficina de musicoterapia, realizada no CAPS Usina de Sonhos, localizado no bairro Vila Mury –, além de solos musicais com os usuários de Saúde Mental do município. Haverá, ainda, a presença do Grupo Musical Harmonia Enlouquece, da cidade do Rio de Janeiro.

“A nossa proposta é, juntamente com os pacientes, seus familiares e a comunidade, comemorarmos os avanços conquistados na área de saúde mental no município e alertarmos para a continuidade da luta visando à superação do estigma, do preconceito e a garantia da inclusão social das pessoas com sofrimento psíquico”, explicou a coordenadora da Área Técnica de Saúde Mental da SMS, a psicóloga Lilian de Carvalho Varela.

BARRA MANSA

A Secretaria de Saúde da cidade se antecipou à data e realizou, na última terça-feira, um encontro entre profissionais de saúde e usuários do CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) - Estação Mental. Organizado pela equipe do Programa de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas do município, o evento aconteceu no Sest/Senat e teve como tema “Loucura Não se Prende”.

Durante toda manhã, os usuários participaram de roda de música, manifestações poéticas e culturais. Eles também deram alguns testemunhos vividos na família e sociedade e participaram de um churrasco. Para um dos usuários do CAPSi, Antônio Carlos de Lima Pinto, o Dudu, o momento foi muito importante. “É a primeira vez que venho num evento desses. Estou gostando bastante, pois posso ouvir música e fazer novos amigos”, comemorou Dudu.

PINHEIRAL

Para marcar a data, celebrada a cada 18 de maio, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS Espaço da Esperança), da Secretaria Municipal de Saúde, promove hoje uma exposição de trabalhos artesanais confeccionados por usuários do Programa de Saúde Mental Aline de Paula Valente. A população pode visitar a mostra das 9 horas ao meio-dia, no coreto da Praça Teixeira Campos, no Centro.

De acordo com o coordenador do Programa de Saúde Mental, da Secretaria Municipal de Saúde, Luiz Claudio da Conceição, quadros em tapeçaria, artesanatos, cachecol de lãs e tricô são alguns dos materiais que estarão expostos para a venda e o dinheiro arrecadado será revertido para os usuários.

O estabelecimento do Dia da Luta Antimanicomial faz parte de um movimento pela redução dos hospitais psiquiátricos. Os CAPS foram criados para receber os pacientes que eram internados nesses hospitais. Em Pinheiral, o Programa de Saúde Mental Aline de Paula Valente, da Secretaria Municipal de Saúde de Pinheiral é constituído pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) e pelo Ambulatório de Saúde Mental.

“O CAPS é um serviço de atendimento de saúde mental criado para ser substitutivo às internações em hospitais psiquiátricos. Exatamente por este motivo, o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS Espaço da Esperança) é um serviço de saúde aberto e comunitário do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele é um lugar de referência e tratamento para pessoas que sofrem com transtornos mentais, psicoses, neuroses graves e demais quadros, cuja severidade e/ou persistência justifiquem sua permanência num dispositivo de cuidado intensivo, comunitário, personalizado e promotor de vida”, explicou o coordenador.

Sarau marca Dia da Luta Antimanicomial

 RESENDE

A Praça Oliveira Botelho, no Centro Histórico da cidade, será o palco amanhã do II Sarau de Portas Abertas, que vai marcar a passagem do Dia da Luta Antimanicomial. O evento, que acontece a partir das 9 horas é promovido pelo Programa de Saúde Mensal da secretaria de Saúde do município, terá a apresentação de música, poesia, teatro, exposição de fotografias, além de exibições do curta metragem “E por falar nisso... - Saúde Mental”, que prestará uma homenagem ao Centenário de Luiz Gonzaga e será exibido na sala de projeções do Colégio Estadual Doutor João Maia. Todos os trabalhos foram produzidos pelos próprios usuários dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

Segundo a diretora do Programa de Saúde Mental, Ângela Monteiro, o Dia da Luta Antimanicomial é comemorado nesta data porque marca a mudança do modelo de tratamento em saúde mental no Brasil. “O modelo atual tira o paciente do isolamento, que é característico da internação, e humaniza o tratamento trazendo a pessoa com transtornos mentais para perto da família, favorecendo assim a sua inclusão social”, explica Ângela, informando que no município o Programa de Saúde Mental é formado pelo por três Centros de Atenção Psicossocial. “Em Resende temos os CAPS Casa Aberta, que atende adultos com transtornos mentais; o CAPSad (Centro de Atenção Psicossocial em Álcool e outras drogas), que atende maiores de 18 anos que sofrem de dependência química; e o CAPSi (Centro de Atenção Psicossocial Infanto-Juvenil), que presta assistência às crianças e aos adolescentes com transtorno mental e que sofrem do uso abusivo do álcool  e outras drogas. As três unidades contam com serviços de psicoterapeuta, clínico geral e psiquiatra. Nas unidades eles participam de atividades terapêuticas indicadas pelos profissionais do Centro, como psicoterapia e oficinas terapêuticas de música, teatro e artesanato, que dão aos pacientes a oportunidade de manifestar seus sentimentos e desenvolver suas habilidades”, explicou.

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