Batendo de Primeira | Alex Teixeira | Jornalista | 19/06/2015 12:20:26

Pensando que cachaça é água

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Pensando que cachaça é água
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Parafraseando uma antiga marchinha do carnaval brasileiro inicio minha analogia hoje acerca da trágica campanha que o Vasco realiza neste começo de Brasileirão. Até o momento foram sete jogos, com três empates e quatro derrotas. Nem mesmo nas duas edições anteriores em que o clube fora rebaixado para a Série B, em 2008 e 2013, as rodadas iniciais foram tão pífias. O técnico Doriva (foto), campeão Estadual e até então em alta no clube, já vê seu emprego ameaçado.

Mantendo um discurso superado e que foge completamente ao modelo do que é ser gestor de time da elite do futebol nacional, Eurico Miranda diz que o teto salarial do clube é R$ 150 mil. Pergunto, qual jogador de média qualidade, diante do que temos na realidade financeira do futebol brasileiro, não me refiro aos ganhos de outros trabalhadores no país, se sujeitará a receber quantia inferior a R$ 200 mil? Só na cabeça do homem do charuto e do suspensório isso pode ser viável.

A impressão que temos é que Eurico está pensando que “cachaça é água”. A conquista do Estadual após 13 anos parece ter embriagado o dirigente que, ao menos em público diz confiar no atual elenco. Qualquer idiota que acompanha futebol e o Brasileirão há uns dez anos ao menos sabe o quanto o nível desta competição está em alta e tem absoluta certeza de que peso de camisa deixou de significar algo. Basta ver o exemplo de Santa Catarina, que possui quatro clubes na Série A, enquanto o Rio, desde 2013, apenas três. Precisa dizer algo mais?

Agremiações como Atlético-PR, Curitiba, Goiás, Chapecoense, Sport, entre outras, de menor visibilidade figuram na elite do futebol demonstrando não apenas qualidade dentro de campo em função de plantéis competitivos, mas, especialmente, dão exemplo de gestão fora dos gramados. Enquanto Vasco, Fluminense e Flamengo, este último vem se reformulando, capengam com atitudes administrativas ultrapassadas e que provocam a ira dos torcedores.

É bom o “todo poderoso” Eurico Miranda abrir os olhos, caso contrário será outro, logo após o decepcionante Roberto Dinamite, a entrar para a triste história das tragédias vascaínas. A caravela está afundando!

Bola dentro

Da seleção da Colômbia que superou o Brasil, por 1 a 0, na última quarta-feira, pela segunda rodada da Copa América e demonstrou não só uma sede de vingança após a eliminação nas quartas-de-final da Copa do Mundo do ano passado, mas uma organização tática exemplar. Sob comando do jovem craque e artilheiro da Copa no Brasil, James Rodrigues, os colombianos deram a volta por cima.

 

Bola fora

Dos comandados do técnico Dunga. O novo treinador do Brasil colheu a primeira derrota desde seu retorno à frente da seleção canarinho e pior que isso, viu sua equipe com um fraquíssimo poder de reação quando está atrás no placar. Até este jogo os meninos de Dunga haviam feito apenas um jogo de fato difícil, contra o Peru, na abertura da Copa América e a vitória só veio nos descontos. 

Galera de Primeira

Meu abraço especial hoje vai para toda a população de Porto Real, cidade que a cada dia dá demonstrações mais evidentes de qualidade de vida e de um povo ordeiro e receptivo. Sempre que visito o município, aos finais de semana, por exemplo, encontro algum leitor. Em especial a rapaziada que freqüenta os barzinhos e gosta de comentar sobre futebol no fim de semana. Valeu Grandão, galera!

 

N@ net

A oitava rodada do Brasileirão, em meio à disputa da pouco badalada Copa América, tem jogos importantes para os cariocas, claro! Amanhã, às16h30min, o Flamengo recebe o Atlético-MG, no Maracanã; mesmo horário em que jogam Sport x Vasco, na Arena Pernambuco, em Recife. O Fluminense, só entra em campo quarta-feira, em jogo isolado, para encarar a Ponte Preta, no Maracanã, às 19h30min.


Alex Teixeira é jornalista e membro da Associação dos Cronistas Esportivos do Rio de Janeiro (Acerj) e da Associação Brasileira dos Cronistas Esportivos (Abrace)

 
 

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