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Rancho Carnavalesco Chuveiro de Prata desfila na terça-feira no Centro Histórico de Resende

Rancho Carnavalesco Chuveiro de Prata desfila na terça-feira no Centro Histórico de Resende

O Rancho Carnavalesco Chuveiro de Prata, este ano, fará uma homenagem especial a Rua Doutor Cunha Ferreira, no Centro Histórico de Resende, que vai completar 100 anos em 2019. Como tradicionalmente acontece, o bloco, estará animando os foliões com seu estilo peculiarnas manifestações de canto e dança ao estilo marcha-rancho, vai fechar a terça-feira gorda de carnaval na cidade. A concentração da agremiação acontece às 16 horas, em frente ao Bar Atlântico. De lá, os foliões sairão em direção a Praça Oliveira Botelho, situada a poucos metros do Bar Atlântico, onde permanecerão até às 20h30min.

Segundo o historiador e presidente da agremiação, Claudionor Rosa, este ano o Rancho Carnavalesco Chuveiro de Prata Mantendo vai contar a história da Rua Doutor Cunha Ferreira, que em 2019,completa seu centenário. “Antes de receber o nome de DR. Cunha Ferreira, a via era chamada de Rua dos Voluntários porque no casario onde hoje funciona o Museu de Arte Moderna (MAM) de Resende morava um fazendeiro e do local saíram vários voluntários de Resende que foram lutar na Guerra do Paraguai no final do século 19. Em 1918, a rua passou a chamar Dr. Cunha Ferreira em homenagem ao médico, fazendeiro, ex-vereador e ex-presidente do Legislativo resendense, José Cunha Ferreira”, revela Claudionor, destacando que o jornalista Laís Amaral fez a letra da música que vai embalar o bloco. “A letra conta um pouco da história da rua, do homenageado, da casa do fazendeiro, do antigo bar da Dodó, da cultura e do Centro Histórico de Resende”, ressalta.

RANCHO CHUVEIRO DE PRATA

O estilo rancho foi predominante no carnaval de Resende do fim da década de 1920 até meados da década de 1930, tendo a frente da agremiação o ferroviário Florentino da Silva, tido como responsável pela conservação das linhas férreas dos trens da Central do Brasil que tinha estação no bairro Campos Elíseos. “O rancho surgiu dentro desta cultura milenar que é o carnaval. Ele tem uma peculiaridade que não usa instrumento de percussão que é o grande barato do carnaval. Sua característica é diferente porque o conjunto de sopro e corda é o que acompanha a marcha-rancho. O ritmo é mais lento que o samba e o desfile (cortejo) conta ainda com as figuras de um ‘rei’ e uma ‘rainha’”, conta o historiador Claudionor Rosa. Ele lembra ainda que Florentino reunia o grupo de Rancho Carnavalesco na região do bairro Alambari, trecho onde atualmente funciona o Hotel de Trânsito da Academia Militar das Agulhas Negras (Aman). “Durante o carnaval Florentino reunia amigos e familiares nas manifestações de canto e dança ao estilo marcha-rancho.”, relembra Rosa, contando que chegou a ver o desfile do Rancho Aliados do Quintino, no Rio de Janeiro. “O Rancho do Quintino desfilou na década de 70, na Avenida Antônio Cortes, no Centro do rio de Janeiro. O desfile foi maravilhoso”, recorda.

ALEGORIAS DE MATERIAL RECICLADO

Mantendo a tradição do carnaval no município, a partir da década de 1920, com o estilo Rancho Carnavalesco, com canto e dança ao estilo marcha-rancho. O rancho, que já foi bloco e cordão carnavalesco “Saudade Não Tem Idade” em anos anteriores, é formado em sua maioria por pessoas da terceira idade e também conta com a participação dos alunos do programa Gente Eficiente da Prefeitura de Resende, voltado para pessoas com necessidades especiais. A agremiação também é aberta ainda a participação de toda a sociedade, bastando apenas levar a sua animação para o Centro Histórico da cidade.

Como a maioria dos integrantes do Chuveiro de Prata gosta de ir com algum adereço e até de fantasia, o presidente Claudionor Rosa já está garantindo parte dos enfeites. E os adereços estão sendo confeccionados com material reciclado. “Fizemos adereços usando garrafas pete, fita metaloide, retalhos, fitilhos, papelão, CDs, lona de plástico, EVA e até sacos de nylon utilizado para embalar frutas. “Nós conseguimos em supermercados as embalagens que servem para proteger frutas. Com isso, fizemos um enfeite para mãos e pernas. É o que sempre falo. Não precisa gastar para fazer um adereço e até uma fantasia para brincar o carnaval”, conta Claudionor, lembrando que quem não quiser ir de fantasia, pode comprar a camisa do bloco.  “Confeccionamos uma camiseta com a fotografia da Rua Dr. Cunha Ferreira, arranjo de cabeça e um leque com a letra da música. Ela está sendo comercializada a R$20,00 na Banca do João Cataldo, na Praça Oliveira Botelho e também pelo telefone 3354-4529. Mas quem não quiser comprar não tem problema. É só colocar um sorriso no rosto e desfilar a animação neste carnaval”, convida Claudionor Rosa, destacando que a expectativa é de reunir cerca de 500 participantes de todas as idades no desfile deste ano.

CENTENÁRIO DA RUA CUNHA FERREIRA – CENTENÁRIO DE CARNAVAIS INESQUECÍVEIS

 

Carnavalesco: Claudionor Rosa Autor: Laís Amaral

 

Cunha Ferreira é uma rua bem feliz

Está deitada entre as esquinas do Rosário e da Matriz

No casario tão formoso sobressai o ‘arranha céu’

Um ornamento da cidade, arquitetura de troféu

Cunha Ferreira é uma rua nacional

Daqui partiram combatentes na guerra continental

Tem o Atlântico que encanta como era com a Dodô

E um museu que fica em frente à casa do Claudionor

Cunha Ferreira viu encontros magistrais

De Pierrôs e Colombinas, pioneiros carnavais

Um centenário de História, de cultura e de paixões

Foi nessa rua que Resende conheceu seus foliões

Essa rua, essa rua hoje é minha }

Hoje eu faço, hoje eu faço ela brilhar } (BIS)

Com o brilho prateado do meu Rancho }

Venham ver o Chuveiro vai passar }

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