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ANGRA/BELFORD ROXO
A Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) conseguiu desarticular segunda-feira uma quadrilha de sequestradores da capital que estava expandido suas ações criminais para a região. A operação ocorreu depois que a família do bancário Diego da Cunha Pimenta, 27 anos, subgerente de um posto do Banco Real, que fica dentro da Usina Nuclear de Angra, ficou 19 horas refém do bando. Ele, a esposa e os sogros foram rendidos dentro de casa por sete homens armados, na noite do último domingo.
De acordo com os agentes da Polícia Civil, o próprio bancário avisou a polícia do sequestro. A Polícia Militar descobriu a placa de um dos carros usados pela quadrilha. A informação foi repassada para o DRF, que interceptou um Gol branco que seguia para a capital pela Rodovia Rio-Santos na altura de Conceição de Jacareí. Nesse momento foram presos em flagrante dois integrantes do bando, Renato Freitas Ramos, 49 anos, e Pedro Paulo Felipe da Cruz, 45.
O SEQUESTRO
No domingo, à noite, o bando invadiu a casa do bancário que fica no Centro de Angra. Todos permaneceram no imóvel até as 5 horas de segunda-feira. Depois disso, os sogros e a esposa de Diego foram levados para uma favela no município de Belford Roxo.
Às 6 horas, o subgerente foi levado para a agência, que fica dentro da Usina, em uma Fiat Doblô de sua família. Os sequestradores ameaçaram matar os reféns, caso Diego não entregasse os malotes com cerca de R$ 5 milhões, que chegariam ao posto num carro-forte. O bancário disse que a quadrilha sabia que havia dinheiro no veículo, pois os suspeitos mencionaram que seria usado para pagar os funcionários de uma empreiteira que trabalha no local.
Um dos sequestradores entregou ao subgerente um celular para que ele informasse quando estivesse com os malotes. Porém, quando chegou ao posto Diego procurou o vigilante e disse o que estava acontecendo. O funcionário levou o caso ao conhecimento da supervisão da empresa que acionou a polícia. Em uma ação rápida, a polícia descobriu a placa de um Gol usado pela quadrilha que foi interceptado na Rio-Santos. Dentro do carro havia dois suspeitos e com eles os agentes encontraram um revólver e uma máquina de choque.
A mulher, a sogra e o sogro do subgerente eram mantidos em cárcere privado,pelo restante da quadrilha, numa favela de Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Os agentes da DRF seguiram para o município, mas antes de chegar os três reféns foram libertados no Centro da cidade.
De acordo com o delegado substituto da DRF, Marcelo Martins, o bando tinha planejado o sequestro há meses. Eles teriam alugado uma casa perto da residência do bancário. Segundo Martins, a quadrilha vinha sendo monitorada e a ação no Sul Fluminense já era esperada. O delegado explica que o banco e a vítima agiram de acordo com as orientações da polícia, por isso a operação foi bem sucedida.
O DRF disse também que cinco pessoas ainda estão foragidas, porém alguns já foram identificados. A quadrilha era formada por criminosos do morro da Mangueira e da Vila Kennedy.
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