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Moradores dos condomínios do município reivindicam melhorias

VOLTA REDONDA Neste momento, na Vila Santa Cecília,em frente a agência da Caixa Econômica Federal (CEF), cerca de 300 pessoas estão fazendo uma manifestação com carro de som, cartazes e apitos. Eles são moradores de conjunto habitacional Minha Casa, Minha Vida dos bairros Roma, São Sebastião, Santa Cruz do Ingá, Três Poços e Belmonte. Os moradores pedem para a CEF manutenção nas unidades. Segundo eles nos apartamentos está tendo destelhamento, rachaduras nas paredes, levantamento dos pisos, esgoto entupido. Os moradores afirmam que a Caixa tinha firmado compromisso nas inaugurações de fazer essa manutenção, mas nada foi feito.

Moradores dos condomínios do município reivindicam melhorias

VOLTA REDONDA

Cerca de 400 pessoas, entre crianças, jovens e adultos participaram no final da manhã de ontem de um manifesto em frente à agência da Caixa Econômica Federal (CEF), na Vila Santa Cecília. Com apitos, faixas, cartazes e palavras de ordem, os moradores saíram da Praça Brasil e seguiram em caminhada até a agência onde aconteceu o protesto. São todos moradores dos condomínios do Programa do Governo Federal “Minha Casa, Minha Vida”, que decidiram manifestar para cobrarem melhorias nos imóveis, já que a Caixa é a proprietária.

Segundo os manifestantes, os problemas enfrentados pelas cerca de mil famílias são vários; entre eles destelhamento, rachaduras nas paredes, levantamento de piso, além de esgoto entupido. As moradias que apresentam problemas são as dos condomínios dos bairros Belmonte, Roma, São Sebastião, Santa Cruz e Três Poços, construídos pela Caixa Econômica Federal.

O Defensor Público Federal, Cláudio Santos, que acompanha o processo dos moradores desde 2016, contou ao A VOZ DA CIDADE que as reivindicações são justas e que as famílias não estão exigindo nada mais que o direito da moradia. Ele explicou ainda que, após as várias reclamações recebidas dos moradores sobre as condições dos imóveis, foi decidido que uma equipe imparcial de engenheiros deveria fazer vistorias nos apartamentos. O serviço foi realizado por profissionais da Universidade Federal Fluminense (UFF) de Niterói, que confirmaram as reclamações. Logo depois, o relatório e um vídeo foram apresentados à Caixa. “Com estranheza e ao invés de um dialogo, o relatório foi reprovado”, contou o Defensor.    

VÁRIAS QUEIXAS

Segundo declarou uma das moradoras do Condomínio do bairro Roma, a aposentada Nair Nogueira da Costa Fernandes, de 62 anos, contou que até o momento o seu apartamento não apresentou problemas, mas de quase todos os vizinhos sim. Lembrou que na hora de pagar as prestações, luz e água todos pagam em dia, mas na hora de serem bem atendidos não são. Outra que reclamou foi a síndica do condomínio, Regilaine Souza Alves. Segundo ela, com 496 apartamentos, divididos em 31 blocos, o condomínio apresenta muitos problemas na estrutura, entre eles infiltrações, rachaduras nas paredes de todos os cômodos, levantamento de pisos e outros. A exemplo das duas moradoras, outras também se queixaram. Os reclamantes contaram que já receberam os apartamentos com problemas e que as reclamações não são de agora.

O presidente do Conselho Construtivo do Condomínio Roma, Aglaildo de Oliveira Lima, foi outro que se queixou, Disse que, não tem condições de continuar do jeito que está. Disse que, a Caixa tem que dar uma resposta para as famílias ou então solucionar os problemas. Relatou que, são poucos os que não têm problemas no apartamento.

A  Assessoria de Comunicação e Marketing Sul Fluminense, da Caixa Econômica Federal (CEF), informou ao A VOZ DA CIDADE que representantes do banco se reuniram, ontem, com os moradores representantes dos condomínios. Explicou ainda que, durante o encontro foi agendado nova reunião para a próxima semana visando tratar sobre as questões levantadas pelos moradores.

O PROJETO

Vale lembrar que, o Projeto “Minha Casa, Minha Vida” foi lançado em 2009. E foi no mesmo ano que as inscrições para as famílias foram iniciadas. Na ocasião mais de 42 mil famílias se inscreveram. As pessoas que não estavam inscritas no Cadastro Único do Governo Federal, o mesmo que dava acesso a programas como o Bolsa Família e as tarifas sociais, recebiam ajuda para fazer a inscrição.

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